quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Tempo tenha paciência

Numa sucessão de fatos
As horas vão se exprimindo
Os dias vão se esvaindo
Os meses são imediatos
Os anos, são como jatos
Transcorrem com muita pressa
Por mais que a gente peça
Rogue e exclame por clemência
Tempo, tenha paciência
E não passe tão depressa.

As lembranças do passado
Ficam em nossa memória
Os áureos tempos de glória,
De um vigor abastado
Viram um amontoado
De uma vivência pregressa
Que pelo mundo atravessa
E expira na consciência
Tempo, tenha paciência
E não passe tão depressa.

Eu me apego a saudade
Do meu tempo de garoto
Quando era apenas um broto
A flor da imaturidade
Hoje a avançada idade
Deixa na cara impressa
Rugas que cronnus não cessa
As marcas da experiência
Tempo, tenha paciência
E não passe tão depressa.


6 comentários:

Unknown disse...

Esse texto, além de crativo, nos remete a luta diária que travamos contra o tempo. Quantos, e me incluo neles, não ficam pensando nos anos que passaram e pensam em reviver aqueles momentos felizes e incríveis. Mas o tempo insiste em nos mostrar o futuro e nossa decadência física. O negócio é encarar sem ressentimentos e aproveitar ao máximo.

Jorge Monteiro disse...

cronnus q nao cessa.. meu, vai escrever bem assim la longe...
thiago, sensacional!!!!!
sem palavras!!!!

Euzer Lopes disse...

Parabéns! Genial seu texto sobre o tempo...
Realmente, tem horas que penso que o tempo não tem mais tempo para a gente ter tempo!

Gilberto Porcidonio (Puppet) disse...

Tempo que passa e crava as garras em nossos corpos e almas. Muito bem expressado nestas linhas...

Jefferson Barbosa disse...

Tempo, ouça o que esse grande escritor vos pede. Saiba que não só ele pede por isso, entro eu como voluntario.

Arthurius Maximus disse...

O tempo não pára mesmo. A saudade das experiências que tivemos na juventude nos assaltaram para sempre. Quer com saudosismo carinhoso, quer com arrependimentos pelo que deixamos de fazer.